Monday, March 31, 2008

Autosuggestion

Here, here,
Everything is by design,
Everything is by design.

Here, here,
Everything is kept inside.
So take a chance and step outside,
Your hopes, your dreams, your paradise.
Heroes, idols cracked like ice.

Here, here,
Everything is kept inside.
So take a chance and step outside.

Pure frustration face to face.
A point of view creates more waves,
So take a chance and step outside.

Take a chance and step outside.
Lose some sleep and say you tried.
Meet frustration face to face.
A point of view creates more waves.

So lose some sleep and say you tried.
So lose some sleep and say you tried.
So lose some sleep and say you tried.
So lose some sleep and say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Say you tried.
Yeah, lose some sleep and say you tried.
Yeah, lose some sleep and say you tried.
Yeah, lose some sleep and say you tried.
Yeah, lose some sleep and say you tried.

Ian Curtis

Monday, March 17, 2008

Long Forgotten
I.
[pensamento]
A arte não reside no que se vê, antes no que provoca.

II.
[o meu tempo pára]
O meu tempo pára.

Pára para que sinta tudo. Uma vez apenas.

E tudo se me parece indiferente.

É só o meu tempo a parar. Nunca eu.

Não paro para ver. Vejo enquanto passo.

Não paro para sentir. Sinto enquanto faço.

Não escuto, não articulo uma palavra sequer.

Tenho tudo dentro de mim.

Num dia apenas guardo o mundo.

Nos outros sou só eu.

Não há nada mais para ver. Ou viver.

Já tudo fora sonhado.

Quantas vezes traçado!

Quantos pores-do-sol!

Euforia de segundos que ardem em lado nenhum.

Quantos céus estrelados!

Quanta obra por homens feita!

Ausência permanente de deus nas coisas.

Guardo o mundo em tempo zero.

Porque nada lhe pertence.

E tudo se me parece indiferente.

O meu tempo pára. Nunca eu.

III.
[pensamento]
Se há coisa que considero inadmissível é que me confundam comigo.

IV.
[restos]
Resta-me este canto…
O aconchego… sossego…
Restam-me as promessas quebradas…
Que um dia sonhei… acreditei…
Resta-me esta melodia…
O pranto… ténue encanto…
Restam-me as lembranças tatuadas…
Que um dia evitei… alcancei…
Resta-me esta dor…
Este gosto… desgosto…
Restam-me as noites eternas…
Dias que tive… detive…
Resta-me o consolo…
A solidão… não…
Um resto de restos… me restam…
Restos do que vivi… em ti…

V.
[pensamento]
Não sei porque não me permito a vida se isso é tarefa que cabe à morte

VI.
[melancolia]
Convive com a angústia de um momento.

De outros. E outros. Outros.

Estuda. Trabalha. Respira.

Agasalha-se e vai ver o mar.

Deambula pela areia e vai parando.

Em cada ponto. A cada passo. A cada metro.

Como se o mar modificasse, inconstante, o seu bailar.

Depois corre. Foge-lhe. Foge do que ambiciona.

Agacha-se e olha-o de novo.

De mais longe. Longe demais!

Está só.

É só.

Vive tudo o que está onde não está.

Família. Amigos. Cão. Vida.

Volta a casa.

Regressa ao mar.

Volta a casa.

Regressa ao mar.

Mais e mais.

Deseja sempre o mar.

Mesma hora. Mesmo pesar.

Por vezes, de um local mais elevado, abraça-o.

Enche-o de lágrimas. Agita-o.

A sua presença.

O mar nunca é solitário.

Ela é.

Está só.

É só.

Um dia o mar terá de compensá-la.

VII.
[pensamento]
Escondi-me atrás da morte para que ninguém ousasse procurar-me.
Ainda assim, fui de lá arrancado pela vida.

VIII.
[é uma hora silenciosa esta…]
É uma hora silenciosa esta…
Deito-me sem vontade. Fecho os olhos, sem sono.
Vejo-te… sozinha nessas horas… nesse quarto escuro,
Entregue ao incontrolável devaneio a que chamam sonho,
Ou perdida num qualquer outro canto… sem mim…

É uma hora silenciosa esta…
Esta hora chega como chegaram tantas outras.
Como tantas outras hão-de partir. E imagino os teus passos.
Não me permito um delírio. Um sopro de animalidade que rodeia
O meio onde, sozinha, te arrastas … sem mim…

É uma hora silenciosa esta…
Os lábios tecem os mais longos suspiros. Os olhos, as mais difíceis questões.
No peito a dor. Nas mãos o cansaço de linhas que se repetem.
Agarro todas essas imagens. É a minha forma de não adormecer sozinho.
A minha forma de te amar na distância que possuis… sem mim…

Há algo em mim que se esqueceu de ser…

IX.
[pensamento]
Só bebo por prazer ou estupidez. Por vezes confundo-os.

Ariel d’Angoulême

Parte dos textos que constituem este “post” fizeram parte de um outro canto que criei e destruí, porque é difícil a uma só alma alimentar dois corpos.

Tuesday, March 11, 2008

Apaixonei-me
Apaixonei-me pela escuridão.
Vesti-me da noite.
Parte de mim fez-se estrela cadente.
Decadente.
Vagueio pela calçada, por debaixo da lua fulgente.
Suspensa no tecto infinito de tudo.
Vesti-me do infinito de tudo.
Enchi-me.

Apaixonei-me pelo silêncio.
Vesti-me das folhas.
Parte de mim fez-se tinta.
Distinta.
Vagueio por entre sentimentos que escrevi.
As palavras da calçada que esmago com estas botas.
Descalcei-me e caminhei.
Cansei-me.

Apaixonei-me…
Por tanta coisa…
Tanta mudança! Tanta ironia!
E quando já nada mais pedia a minha atenção.
Apaixonei-me por ti, espelho meu.
Não pude vestir-te.
Enfiei uma bala na boca e matei-te.

Ariel d’Angoulême

Thursday, March 6, 2008

?
Atirar-me-ia o mais rapidamente possível para usufruir do sono eterno.
Eventualmente, do pesadelo eterno. Apenas não me importaria.
Bastava que fosse qualquer coisa irreal que rapidamente se desfizesse em nada.
Como o som do mar nas rochas:
Ouve-se e sente-se a sua chegada…
Ouve-se e sente-se a sua violência…
Ouve-se e, simplesmente, nada.

Gostava de sair deste estado crítico de ansiedade por coisa nenhuma.
Abandonar este hospício de vez e ser o que era e como era.
Gostava de não saber tão pouco… preferia saber menos.
Ou simplesmente não saber nada e pensar que a vida é boa.
Bastava que me vendassem os olhos para as artes.
Para as mentiras que me agradam tanto!
Oh! Vê-las como verdades!
Sem que deixem de ser mentira.
Um bálsamo.


Apetecia-me perder-me… mundo fora.
Descobrir três ou quatro mentiras novas e brindar com a morte cada uma dessas descobertas.
Haveríamos de beber até nunca mais.
Mergulhar as línguas viperinas na genuinidade do absinto e desvendar os segredos mais obscuros da inconsciência.
Depois subir ao topo daquele lugar imenso e tão meu…
Trilhar aqueles caminhos de pedra novamente… rasgar a carne nos ramos que rasgam o ar.
Respirar o ar que respira a minha ausência.
Reviver o mal e o bem num piscar de olhos.
E depois, uma vez lá em cima… mergulhar.
Mergulhar nas águas do tempo para o usufruir do sono eterno.
Mas quem sou eu, senão um peão?
Devo tombar de frente? Ou na diagonal?
Um derradeiro momento de glória e volto a ser criança.

Ariel d’Angoulême

Wednesday, March 5, 2008

Na vida também existe "secção dos congelados".