77th*
“O poeta nasce quando a musa morre.Como a derradeira prova que transforma o homem em vampiro…”
Ariel d’Angoulême
I.
A ti (2008)
Para o meu pai
Há quem já não tenha a quem escrever estas palavras.
Há quem já não tenha quem lhe escreva estas palavras.
Essa é apenas mais uma razão para as escrever aqui e agora.
Não quero lamentar-me por toda a vida ter criado textos compostos de beleza e mentira e não te dedicar um único texto simples e verdadeiro.
Não quero lamentar-me por não ter sequer tentado juntar 3 ou 4 palavrinhas pequenas para te dizer o que de mais verdadeiro tenho em mim.
Sinto a tua falta…
E sinto-a mais que tudo …
Não se trata de saudade de estar contigo…
Apenas de saber que estás bem…
São tão poucos os dias em que te vejo!
Quando os conto só sinto falta de humanidade na minha vida.
Sinto que deixei tudo e todos para trás.
É um facto que se consagra no meu dia-a-dia.
As pessoas trabalham e voltam para as suas famílias…
Eu trabalho e vagueio nesta cidade a que não pertenço na esperança de que um dia possa conciliar tudo.
Esta coisa de lutar por ser alguém distanciou-me de tudo. Até de ser alguém.
Esta coisa de lutar para emendar a quantidade avassaladora de erros que cometi no passado distanciou-me de tudo. Menos dos erros.
Essa quantidade de quedas de que me tentaste sempre ajudar a levantar.
O incentivo para que seguisse os meus sonhos que sempre me incutiste firmemente…
Incontáveis são os sacrifícios que toda a vida fizeste.
O quanto tiveste de desistir de ti para que eu pudesse ser eu!
O quanto tiveste de desistir dos teus sonhos para que eu tivesse os meus!
E a tua voz ao telefone que me inunda de mágoa por saber que o espaço entre a tua voz e a minha é avassalador!
E as mensagens que me envias relatando um qualquer facto que fez com que te lembrasses da minha meninice.
Essas são as que mais abalam a pedra de que me fiz.
E a pedra também quebra:
Amo-te.
II.
Sombra de mim… (2007)
Tropecei na sombra de mim três vezes.
Fixei a visão nas luzes que passavam e deixei cambalear, ao acaso, os meus ouvidos entre sons daquilo a que se chama civilização.
Seja!
Tenho um livro que me pesa na mão esquerda e que me acompanha.
Por vezes, o mesmo, por dias e dias sem fim…
Trago um livro mesmo que saiba que não irei lê-lo.
Não vá o diabo tecer-me a vontade!
É incrível como ler passou a depender da possibilidade de ter ou não vontade!
Às vezes parece que o céu e a terra decidiram trocar de lugar…
Nunca soube o porquê…
Já não sei até que ponto não será o caminho a mover-se sob os meus pés.
O céu sobre a mesma cabeça… como sempre.
Há muito que caminho sem pensar e chego sempre ao local que me aguarda.
Fosse tudo assim!
Uma partida, um destino…
Uma viagem que se não sente…
E sou imóvel.
É o mundo que se molda ao meu passo impensado para me obrigar à rotina diária.
Será sensato culpabilizar o mundo que amanhã me moverá para o trabalho?
Ou culpar-me a mim por ir trabalhar, como manda a sensatez?
Sorrio e esmoreço.
Nunca soube o porquê…
Tropecei na sombra de mim três vezes.
Fixei a visão nas luzes que passavam e deixei cambalear, ao acaso, os meus ouvidos entre sons daquilo a que se chama civilização.
Seja!
Tenho um livro que me pesa na mão esquerda e que me acompanha.
Por vezes, o mesmo, por dias e dias sem fim…
Trago um livro mesmo que saiba que não irei lê-lo.
Não vá o diabo tecer-me a vontade!
É incrível como ler passou a depender da possibilidade de ter ou não vontade!
Às vezes parece que o céu e a terra decidiram trocar de lugar…
Nunca soube o porquê…
Já não sei até que ponto não será o caminho a mover-se sob os meus pés.
O céu sobre a mesma cabeça… como sempre.
Há muito que caminho sem pensar e chego sempre ao local que me aguarda.
Fosse tudo assim!
Uma partida, um destino…
Uma viagem que se não sente…
E sou imóvel.
É o mundo que se molda ao meu passo impensado para me obrigar à rotina diária.
Será sensato culpabilizar o mundo que amanhã me moverá para o trabalho?
Ou culpar-me a mim por ir trabalhar, como manda a sensatez?
Sorrio e esmoreço.
Nunca soube o porquê…
III.
Depois da vida (2005)
Nunca fora pretensão minha esquecer-te.
Antes uma necessidade.
Tão irremediavelmente inconciliável com o meu desejo!
E por isso te mantenho na memória.
Não consigo facultar-me a força necessária para te abandonar e seguir.
Já vários anos passaram e a dor é a mesma de sempre.
E depois existem estas horas negras que tanto valorizo porque te trazem…
Que tanto repudio porque te levam de mim uma e outra vez.
Há anos que te perco dia após dia como se o sofrimento daquele mesmo dia não bastasse.
Continuarei a perder-te. A perdoar-te.
A perder-te…
E essa dor não supera a que me incuto por tentar esquecer-te.
O desassossego é vitalício e corrosivo.
E eu tento viver depois da vida.
Nunca fora pretensão minha esquecer-te.
Antes uma necessidade.
Tão irremediavelmente inconciliável com o meu desejo!
E por isso te mantenho na memória.
Não consigo facultar-me a força necessária para te abandonar e seguir.
Já vários anos passaram e a dor é a mesma de sempre.
E depois existem estas horas negras que tanto valorizo porque te trazem…
Que tanto repudio porque te levam de mim uma e outra vez.
Há anos que te perco dia após dia como se o sofrimento daquele mesmo dia não bastasse.
Continuarei a perder-te. A perdoar-te.
A perder-te…
E essa dor não supera a que me incuto por tentar esquecer-te.
O desassossego é vitalício e corrosivo.
E eu tento viver depois da vida.
IV.
Penumbra (2008)
A sombra chegou…
Como um batalhão marchando sobre as margens do teu corpo.
Repousou na curva das tuas ancas.
Foi-se movendo com o passar das horas, até que o teu corpo absorveu a noite e se fez penumbra.
A tua mão sobre a minha.
A tua mão a guiar a minha.
E os meus olhos a ver na escuridão palpável.
Tremias como se a morte estivesse ali a ver-nos.
Cravavas-me as unhas na carne.
Cravavas-me em ti.
E sussurravas-me ao ouvido
Prova-me… que o amor existe…
E eu provei-te…
Provei-te…
Provei-te…
Provei-te…
…
A sombra chegou…
Como um batalhão marchando sobre as margens do teu corpo.
Repousou na curva das tuas ancas.
Foi-se movendo com o passar das horas, até que o teu corpo absorveu a noite e se fez penumbra.
A tua mão sobre a minha.
A tua mão a guiar a minha.
E os meus olhos a ver na escuridão palpável.
Tremias como se a morte estivesse ali a ver-nos.
Cravavas-me as unhas na carne.
Cravavas-me em ti.
E sussurravas-me ao ouvido
Prova-me… que o amor existe…
E eu provei-te…
Provei-te…
Provei-te…
Provei-te…
…
V.
A importância de te perder (2006)
...Colocava muito subtilmente os dedos sobre as cordas da guitarra…
Sempre gostaste de me ouvir tocar…
Usava da subtileza… e todo eu me tornava música…
Talvez a mesma subtileza que usava para tocar a tua pele nua…
Talvez a mesma música que te proferia num “amo-te”.
Talvez…
Só para ti… só por ti.
É lembrança. Pura lembrança...
Lembro vezes sem conta o que seria ter-te aqui. Agora.
Penso vezes sem conta o que seria de mim sem o erro de te perder.
Penso vezes sem conta naquela guitarra partida num canto de quarto.
Não mais toquei.
Tenho medo de provocar um som que seja.
De lembrar o teu sorriso por cada nota.
O teu marfim perfeito.
A atenção do teu olhar cativo.
Tenho medo de te perder… na memória.
Tento viver…
Acho que sempre tentei viver.
Mas deixei que me levasses a vida pelo amor que te tive.
Deixei que a derramasses sobre o cetim onde nos enrolamos tantas noites.
As nossas bocas bebendo a sede uma da outra.
O teu peito… palpitante… ao toque destas mãos…
O tempo parava. E o homem sonhava.
A música era o depois. Sempre…
Querias sempre que tocasse algo depois de te tocar.
E ficavas ali… enrolada no lençol, ouvindo…
Com o teu olhar parado por detrás das pálpebras.
E era como se continuasse a tocar-te… vibravas.
E eu não me esquecerei disso nunca.
Não me esquecerei nunca dessa forma de amor que existiu.
Nunca do erro que me fez o que sou.
Saber que o amor é difícil pela importância de te ter perdido.
...Colocava muito subtilmente os dedos sobre as cordas da guitarra…
Sempre gostaste de me ouvir tocar…
Usava da subtileza… e todo eu me tornava música…
Talvez a mesma subtileza que usava para tocar a tua pele nua…
Talvez a mesma música que te proferia num “amo-te”.
Talvez…
Só para ti… só por ti.
É lembrança. Pura lembrança...
Lembro vezes sem conta o que seria ter-te aqui. Agora.
Penso vezes sem conta o que seria de mim sem o erro de te perder.
Penso vezes sem conta naquela guitarra partida num canto de quarto.
Não mais toquei.
Tenho medo de provocar um som que seja.
De lembrar o teu sorriso por cada nota.
O teu marfim perfeito.
A atenção do teu olhar cativo.
Tenho medo de te perder… na memória.
Tento viver…
Acho que sempre tentei viver.
Mas deixei que me levasses a vida pelo amor que te tive.
Deixei que a derramasses sobre o cetim onde nos enrolamos tantas noites.
As nossas bocas bebendo a sede uma da outra.
O teu peito… palpitante… ao toque destas mãos…
O tempo parava. E o homem sonhava.
A música era o depois. Sempre…
Querias sempre que tocasse algo depois de te tocar.
E ficavas ali… enrolada no lençol, ouvindo…
Com o teu olhar parado por detrás das pálpebras.
E era como se continuasse a tocar-te… vibravas.
E eu não me esquecerei disso nunca.
Não me esquecerei nunca dessa forma de amor que existiu.
Nunca do erro que me fez o que sou.
Saber que o amor é difícil pela importância de te ter perdido.
VI.
Nunca de ti (2004)
Um corpo sombreado
Paredes que se movem como ondas
O esboço de um mundo embaciado
A vida é real por detrás dos vidros
Não me permito pensar em tudo o que me magoa.
Foi bom ter estado aqui.
Suprimias a tua vida por alguém?
Seria alguém digno?
Quantas vidas se moveram assim?
Quantos sonhos perdidos para a eterna morada!
Roubado o tempo.
Descreve-me a doce sensação de angústia.
Já não estou cá.
Nunca mais.
Pudesse eu voltar.
Verificar que afinal… tudo muda.
Ignorem-me.
Prefiro nada.
Absorvi tanto nesse tempo
Tanto que me esqueci
Mas… nunca de ti.
Um corpo sombreado
Paredes que se movem como ondas
O esboço de um mundo embaciado
A vida é real por detrás dos vidros
Não me permito pensar em tudo o que me magoa.
Foi bom ter estado aqui.
Suprimias a tua vida por alguém?
Seria alguém digno?
Quantas vidas se moveram assim?
Quantos sonhos perdidos para a eterna morada!
Roubado o tempo.
Descreve-me a doce sensação de angústia.
Já não estou cá.
Nunca mais.
Pudesse eu voltar.
Verificar que afinal… tudo muda.
Ignorem-me.
Prefiro nada.
Absorvi tanto nesse tempo
Tanto que me esqueci
Mas… nunca de ti.
VII.
Amo-te (2006)
Esta noite consegui.
Firmei em mim o desejo e permiti que a minha alma tomasse o impulso que sempre evitei.
As minhas mãos formaram uma concha em redor da tua face.
Deixei que os meus olhos se afogassem na incerteza dos teus.
Do inesperadamente tão natural como respirar deixei que os meus lábios fossem ao encontro dos teus.
Tu permitiste que os meus lábios fossem ao encontro dos teus.
Estagnei a vida na suavidade desse beijo tantas vezes sonhado.
Não consegui conter as lágrimas. Essa felicidade que me denunciava.
Chorei porque te amo e sentir-te em cada gesto é o melhor desta vida.
Os lábios afastaram-se.
Uniram-se os corpos… necessidade incontrolável.
Sentir-te tão minha como me sentir tão teu foi ser.
Ser alguém.
Repeti-o em pensamento: Alguém.
Todo este tempo contive palavras, mas esta noite não consegui:
“Amo-te”.
Tu não disseste nada. Não precisavas.
Não estaria preparado para ouvir o que quer que fosse…
Então não te ouvi dizer nada.
Estagnei a vida na suavidade desse beijo tantas vezes sonhado.
E, como seria de esperar… acordei.
Nada disto teria sido eu.
Não me dói não ter sentido o prazer que os nossos corpos criaram.
Não me doem as lágrimas que me tingiram a alma.
Dói ordenar ao meu corpo que caminhe, uma vez mais, à luz do dia, sem que saibas que te amo.
Ariel d’Angoulême
*Abri novamente, e pela última vez, o baú arcaico e poeirento…
Esta noite consegui.
Firmei em mim o desejo e permiti que a minha alma tomasse o impulso que sempre evitei.
As minhas mãos formaram uma concha em redor da tua face.
Deixei que os meus olhos se afogassem na incerteza dos teus.
Do inesperadamente tão natural como respirar deixei que os meus lábios fossem ao encontro dos teus.
Tu permitiste que os meus lábios fossem ao encontro dos teus.
Estagnei a vida na suavidade desse beijo tantas vezes sonhado.
Não consegui conter as lágrimas. Essa felicidade que me denunciava.
Chorei porque te amo e sentir-te em cada gesto é o melhor desta vida.
Os lábios afastaram-se.
Uniram-se os corpos… necessidade incontrolável.
Sentir-te tão minha como me sentir tão teu foi ser.
Ser alguém.
Repeti-o em pensamento: Alguém.
Todo este tempo contive palavras, mas esta noite não consegui:
“Amo-te”.
Tu não disseste nada. Não precisavas.
Não estaria preparado para ouvir o que quer que fosse…
Então não te ouvi dizer nada.
Estagnei a vida na suavidade desse beijo tantas vezes sonhado.
E, como seria de esperar… acordei.
Nada disto teria sido eu.
Não me dói não ter sentido o prazer que os nossos corpos criaram.
Não me doem as lágrimas que me tingiram a alma.
Dói ordenar ao meu corpo que caminhe, uma vez mais, à luz do dia, sem que saibas que te amo.
Ariel d’Angoulême
*Abri novamente, e pela última vez, o baú arcaico e poeirento…
Abri novamente os moleskines…
Escolhi 7 textos para compor este post final. Todos eles (in)acabados…
Enfim… tudo é (in)acabado…
Escolhi 7 textos para compor este post final. Todos eles (in)acabados…
Enfim… tudo é (in)acabado…
33 rompimentos:
Vais parar de escrever aqui?
Li duas vezes e não consigo articular as palavras "correctas", amigo.
Tudo isto me parece tão irreal....
Sinto-me invadida já por uma enorme e dolorosa saudade; deste-me tanto ao longos destes meses em que te li, mas como sou egoísta, queria ainda mais...
Quanto aos textos de hoje foram uma bela escolha, são belíssimos poemas de amor. Alguém que assim escreve não pode ser uma pedra. E não me respondas que isto é o Ariel quem escreve e não o ......
Tudo é (in)acabado, a vida também. Os nossos desejos, as nossas acções, as nossas realizações nunca têm um fim.
Sabes?
Aprendi a "amar-te" ao longo deste tempo; só te posso por isso dizer que estarás eternamente no meu coração.
Não consigo dizer mais nada..
Beijo terno, amigo:)
As relações,projetos e até de uma jornada só são eternas enquanto duram, já dizia Vinícius de Moraes.
Não bebi as 77 doses porque nos conhecemos há poucos meses, mas gostaria de te dizer que você é um dos meus poetas favoritos aqui na blogosfera, eu sempre disse isso pro Klatuu.
Vim aqui muitas vezes ler textos seus antigos depois que te conheci.
Bem, enfim, só me resta parabenizar-te por ter concluído com dignidade e beleza o teu objetivo.
Vou sentir saudades.
Mas quer saber? FODA-SE, FODA-SE, FODA-SE, FODA-SE...és um poetaço!
Tudo de bom procê e toda sorte que houver nessa vida.
Beijão.
Voltei para reler...
É comovente o texto que dedicas ao teu pai, a homenagem que lhe fazes.
E a maior homenagem e a maior satisfação que lhe podes dar é, seguramente, concretizar os teus sonhos. "Deves-lhe" isso...
Mas não sejas tão severo contigo, amigo.
Não és de pedra nem te distanciaste dos teus. Se o fosses ou o tivesses feito, nunca terias escrito este belo poema de amor, um dos mais belos e tocantes que já li.
Beijo grande*
Tudo tem um fim. Acredito mais do que tudo tem uma continuidade:D
Morte e ressurreição... poemas como este nascerão noutros lugares...
Abraço.
Existem palavras que ficam, testemunhos que se deram, acredito que se hoje algo morre é apenas para renascer ainda melhor, ainda mais forte...
e as palavras? Continuaram a fluir.
beijo
Embora já estivesse à espera de ver encerrar este espaço, à medida que te aproximavas perigosamente dos 77 posts, dói-me um bocadinho.
Passei momentos dolorosamente deliciosos, por cá...
Mas... tenho que admitir que foi, realmente, um "grand finale".
Dark kiss*
PS: Pena é que, em vez de 77, não tivesses decidido fazer, digamos...777 posts! :P
Saudações...
De facto, é uma pena que acabe. Provei todas as 77 doses...
Confesso que admiro bastante a tua escrita e te admiro a ti...
Nunca comentei antes por respeito e por receio de um certo clima de hostilidade...
Mas o que interessa é que, de facto, tens muito talento.
Não me prolongarei mais por este meio... Falaremos depois, assim o espero.
Abraço...
biazinha,
vou parar de escrever por aqui sim...
Fico feliz por você me ter em grande consideração... Grato.
Este blog também é feito por todos os que por aqui passaram... ;)
então seja... um FODA-SE grande...
Beijão.
andorinha,
exceptuando o texto dedicado ao meu pai, que fora escrito por um Ariel anestesiado pela realidade... tudo o resto foi escrito dentro das condições ilusórias apropriadas... :P
E sabes... talvez um dia tenham acreditado que eternamente duraria uma eternidade...
Façamos como me disse um grande amigo: não tenhamos saudade... antes lembrança... ;)
Finalizar... não creio que por admitir ter-me tornado pedra isso faça de mim menos pedra do que realmente sou... Não serei menos seguro por denunciar que sofro por isso...
mas são perspectivas apenas...
sinceramente... continuo sem saber o que sou, o que tenho ou o que quero...
Neste momento quero descansar a alma...
Obrigado por me acompanhares ao longo deste tempo...
Beijo*
darkviolet,
sem dúvidas...
TUDO tem um fim...
um grande abraço.
Lord,
possivelmente...
logo veremos que ventos sopram e para onde carregam as folhas...
Abraço.
a.m.
às vezes penso nisso...
a grande maioria das vezes entro em desacordo...
O romantismo pediu-me que o fechasse nos meus cadernos, afirmando que lhe doía a luz do dia...
Se realmente houvesse uma volta... não creio tornar a trilhar o mesmo caminho, ainda que de forma diferente...
Beijo*
frankie,
o 77º seria inevitável...
cheguei, muitas vezes, a pensar que não conseguiria manter o blog activo até ao 77º...
Talvez por isso me sinta "realizado".
Isto é um pouco como matar parte de mim... um pouco como matar aquilo a que outros se habituaram...
mas... apesar de tudo... é uma morte extremamente necessária...
apesar de tudo... é a morte do que me poderia matar a mim um dia...
porque até o sofrimento se pode tornar vício...
Beijo grande*
P.S: 777 seria loucura... :P ;)
narcisse,
saudações...
há sempre os leitores que vagueiam pela sombra... (também faço parte desse grupo... o sol mata-me...)
Fico feliz se realmente apreciaste as 77 doses...
Quero que saibas que compreendo o teu receio, na mesma medida em que o censuro, pois não existe razão alguma para a hostilidade.
Somos pessoas adultas...
Falaremos depois, certamente...
Abraço.
O Ariel anestesiado pela realidade também não escreve nada mal.:))))
Quanto a saudades, eu gosto de as ter, é sinal de que algo me marcou e valeu a pena.
Espero nunca vir a ter saudades de ter saudades...
"continuo sem saber o que sou, o que tenho ou o que quero...
Neste momento quero descansar a alma..."
Sabê-o-ás um dia...ou não...
Sabes o que não queres e isso já é um bom ponto de partida, acredita.
E por agora, descansa então a alma...
"...apesar de tudo... é uma morte extremamente necessária...
apesar de tudo... é a morte do que me poderia matar a mim um dia...
porque até o sofrimento se pode tornar vício..."
Isto faz todo o sentido, amigo.
Com toda esta lucidez saberás, um dia, quem és, o que tens e o que queres...
Beijo*
P.S. Fica bem:)
:)
Só. Por hoje.
*
Venho praticamente todo dia aqui, mas hoje resolvi sair do silêncio e te mandar um beijo.
biazinha,
e eu retribuo esse beijo...
e obrigadão pela homenagem lá no seu cantinho... adorei mesmo... ;)
Um foda-se daqueles bem grandes... :P
Um memorável... termino.!
Vou percorrendo as tuas 77 doses. Delicio-me.
Continuação...
Beijo*
Sabes que regresso aqui, volta e meia?!
Dá-me saudades.
As tuas palavras são como um veneno...
E viciam.
Sensacional.!
D.
Ariel... não vais mesmo escrever mais? Aqui, noutro blog, onde for, mas que se possa ler, visitar, ir sentir contigo!
Voltei de férias. Vi que tenho coisas tuas por ler. Mas não queria que fossem as últimas, vais fazer-me muita falta, és uma espécie de gémeo de sentir.
Beijo grande!
Sabia que eu tou com saudades de tu?
Saudades de tu me metal até que fica legal.:)
Beijos.
ERRATA:Saudades de tu em metal até que fica legal.:)
Tu sumiste, heim!
Passei aqui só pra dar um oizinho.
Bat kiss.
O BAR DO OSSIAN agradece o apoio. Em breve abriremos as portas.
Abraço lusitano!
Klatuu Niktos, Lord of Erewhon
Senti saudades de passar por cá, e fiquei triste, triste por já não te ter encontrado.
Triste por ter abandonado este recanto e hoje, ter decidido voltar. Triste... :(
O teu tempo será eterno.
Kiss kiss*
:) também vim reler, tenho saudades...
Que pena o desafio não ter previsto 777 posts, em vez de 77!
Dark kiss
PS. ...
Sabes, não é nada... Coisas que passam pela minha cabeça com a velocidade dos relâmpagos e quando as vou escrever já me fugiram. Acho que são pretextos para ficar aqui...
O ESQUADRÃO ANTI-PLÁGIO AGRADECE A SUA EXCELENTE PARTICIPAÇÃO.
Obrigado por tue valioso contributo!
Guardei este blog na nova secção Magh Már, lá em Gore :)
Mas se resolveres escrever o 78º post reponho-o logo no Samahin!
E quando começas os 777 post? ;)
Beijo*
Hi :)=
Criei um novo blog; coisinha pequena… Fi-lo para me distrair um pouco e desanuviar do trabalho, que tem sido muito.
São as minhas Páginas soltas coisas que vou recolhendo, escrevendo ou que me ficam na memória…
Recolhi-as porque vi nelas algo de especial, que as fez destacarem-se do emaranhado de palavras e frases de cada uma das obras.
Deixo-as por lá, agora… juntamente com algumas fotografias muito “caseirinhas”.
É possível que nenhum de vós veja nelas o que eu vi (como é possível que vejam ainda mais) … mas, se nada virem, pensem que são apenas isso: páginas soltas, que o vento arrastou consigo e agora estão espalhadas à vossa frente.
Eventualmente, gostaria de utilizar um ou outro “excerto” teu, lá no meu cantinho (com a devida referência e link para cá).
Importar-te-ias?
Dark kiss*
Frankie
http://www.paginassoltas-galeria.blogspot.com/
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